Compulsão pelas redes sociais pode revelar carência, solidão e baixa autoestima

Carlos Henrique Tucci, do PSICOLOG, fala sobre perfis falsos e compulsão pelas redes sociais em entrevista ao jornal A Cidade de Ribeirão Preto.

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Fonte: Reuters

Júlia assume que é viciada no Facebook. “Todos os dias, a todo o momento estou acessando para ver se tem alguma coisa nova, algo que me interesse”, conta.

Ela fica praticamente o dia todo no celular e quando, não é possível, dá um jeitinho para cair na rede. “Um dia o meu telefone teve problemas e peguei o da minha prima para ver o que estava acontecendo”, fala rindo.

Apesar de curioso, o “vício” de Júlia ainda tem controle, porque ela diz saber onde estão os limites. “Chega um momento em que é preciso falar com alguém cara a cara”, conta.

Mas para outros, o uso do Facebook e outras ferramentas sociais como o Twitter e o Linkedin são, ao mesmo tempo, uma compulsão e uma ferramenta de massageamento de um ego, construído para atender ao que gostaríamos de ser e não ao que realmente somos.

“As redes sociais estão fazendo com que as pessoas criem imagens idealizadas delas mesmas. Ao invés de expressarem quem realmente são, as pessoas estão construindo uma imagem que acham que os outros querem que elas sejam”, afirmou o psicólogo norte-americano e professor-adjunto da Universidade de San Francsico, Jim Taylor, em entrevista por e-mail ao A Cidade.

Para Henrique Tucci, os nossos comportamentos, incluindo a descrição que fazemos de nós mesmos e nossos sentimentos são determinados pelo contexto social em que vivemos e pelo “nosso público”. “Neste sentido, quando estamos declarando uma posição ou um sentimento numa rede social, estamos fazendo isso levando em conta quem nos deverá ler”, afirma o psicólogo ribeirão-pretano.

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